Pessoa

De Dicionrio de Potica e Pensamento

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: (1) ORTEGA Y GASSET, José. "Como nos vemos a nós. A mulher e seu corpo". In: ''Obras Completas de José Ortega y Gasset'', 6. e. Madrid: Revista de Occidente, 1964, Tomo VI (1941-1946), p. 159.
: (1) ORTEGA Y GASSET, José. "Como nos vemos a nós. A mulher e seu corpo". In: ''Obras Completas de José Ortega y Gasset'', 6. e. Madrid: Revista de Occidente, 1964, Tomo VI (1941-1946), p. 159.
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: "Aliás, se perguntou, o que é um [[segredo]] [[íntimo]]? Será que é nisso que reside o que há de mais [[individual]], de mais [[original]], de mais [[misterioso]] num [[ser humano]]? Será que esses [[segredos]] [[íntimos]] fazem de Chantal esse [[ser]] [[único]] que ele ama? Não. É [[secreto]] aquilo que é mais corriqueiro, mais banal, mais repetitivo e [[comum]] a [[todos]]: o [[corpo]] e suas [[necessidades]], suas doenças, suas manias, a prisão de ventre, por exemplo, ou a menstruação. Se escondemos pudicamente essas [[intimidades]], não é porque elas são tão [[pessoais]], mas, ao contrário, porque são lamentavelmente [[impessoais]]" (1).
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: (1) KUNDERA, Milan. ''A identidade'', trad. Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca. São Paulo: Companhia de Bolso, 2009, p. 74.

Edição de 19h39min de 17 de Setembro de 2019

1

"Porém, não acontece o próprio na percepção íntima? Em cada momento no percebemos de nosso eu senão um pequeno número de pensamentos, imagens e emoções que vemos passar como fluxo de um rio diante de nosso olhar interior. E esta breve dimensão de nossa pessoa se nos apresenta destacando-se do resto oculto de nosso eu total" (1).


Referência:
(1) ORTEGA Y GASSET, José. "Como nos vemos a nós. A mulher e seu corpo". In: Obras Completas de José Ortega y Gasset, 6. e. Madrid: Revista de Occidente, 1964, Tomo VI (1941-1946), p. 159.


2

"Aliás, se perguntou, o que é um segredo íntimo? Será que é nisso que reside o que há de mais individual, de mais original, de mais misterioso num ser humano? Será que esses segredos íntimos fazem de Chantal esse ser único que ele ama? Não. É secreto aquilo que é mais corriqueiro, mais banal, mais repetitivo e comum a todos: o corpo e suas necessidades, suas doenças, suas manias, a prisão de ventre, por exemplo, ou a menstruação. Se escondemos pudicamente essas intimidades, não é porque elas são tão pessoais, mas, ao contrário, porque são lamentavelmente impessoais" (1).


Referência:
(1) KUNDERA, Milan. A identidade, trad. Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca. São Paulo: Companhia de Bolso, 2009, p. 74.