Causalidade

De Dicionrio de Potica e Pensamento

Edição feita às 14h29min de 18 de Abril de 2016 por Profmanuel (Discussão | contribs)

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"De acordo com Jung os sonhos não obedecem somente ao princípio da causalidade, mas apresentam também um aspecto de finalidade, através do qual observa-se para onde a libido tende a ir" (1).


Referência:
(1) FRANZ, Marie Louise von. A interpretação dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Achiamé, 1981, p.79.


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A causalidade surge através da proposta do sujeito/sub-iectum, em latim, (sub=su, iectum=lançado) ou em grego, hypo-keimenon (lançado sob). Neste e por este o agir é sempre do fundamento ou sujeito, nas diferentes interpretações dominadas pela Lógica. E a unidade mínima do enunciado verdadeiro é a pro-posição (krisis/juízo, não moral ou ético, a não ser implicitamente como determinante de tudo o que pode ser aceito como verdadeiro. E todo verdadeiro é moralista, mas não e jamais ético ou poético). Todo ente, toda “coisa” da realidade (kata physin), seria composta de um núcleo em torno do qual se agregam as suas características, os atributos, as qualidades que lhe são próprias. O núcleo é o sujeito e as características são os predicativos. A estrutura da “coisa” seria equivalente à estrutura da proposição e esta àquela, num processo de verdade por adequação, onde quem mede é a Lógica. Esta é a representação em que surge o círculo vicioso, ainda que lógico e, portanto, verdadeiro: coisa é proposição e esta é coisa. Fora da lógica, ninguém sabe o que é a “coisa”.


- Manuel Antônio de Castro